segunda-feira, 16 de abril de 2018

Abril em Portugal

A primavera vai mostrar-se, esta semana, em todas as facetas. Com o sol a brilhar entre as nuvens, as temperaturas vão subir até perto dos 30 graus na sexta-feira.
O fim de semana até será molhado em grande parte do país, mas até sexta-feira há sol, com algumas nuvens, e temperaturas amenas a subir, até aos 26 graus no Porto e os 27 em Braga, por exemplo.
Para esta segunda-feira, a primavera ainda estará tímida, com temperaturas máximas a variar entre os 19 graus em Faro e os 12 na Guarda. As mínimas vão dos 3 graus em Bragança aos 9 em Sagres.
De segunda para terça as temperaturas disparam, com as máximas a variarem entre os 24 graus, em Évora, e os 17 em Viana do Castelo.

Tapada do Saldanha, na Serra de Sintra, vista da Qtª do Pisão.

Sempre a subir, as temperaturas chegam aos 27 de máxima em Braga, na sexta-feira, com Porto, Santarém e Setúbal nos 26 graus e Lisboa, Leiria, e Évora nos 25. Faro, curiosamente, terá a máxima mais baixa de sexta-feira, com 22 graus.
As mínimas, na sexta-feira, vão dos 11 graus em Vila Real e Viseu aos 15 em Coimbra.
No fim de semana, volta a chuva, quase sempre fraca, mas as temperaturas mantêm-se, regra geral, na casa dos 20 graus.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

La Lys.

"Portugal agradece a estes bravos o sacrifício supremo aqui em França"

Foi há 100 anos que Portugal viveu a sua batalha mais trágica na I Grande Guerra. Marcelo Rebelo de Sousa fala de "maior luto militar desde Alcácer Quibir no Norte de África, em 1578".

"Portugal agradece a estes bravos o sacrifício supremo aqui em França"

Há 8 Horas por Melissa Lopes com Lusa
O Presidente da República quis agradecer, no dia em que se celebram 100 anos sobre a Batalha de La Lys, em França, aos soldados portugueses que ali lutaram durante a I Guerra Mundial.
“Portugal, pela minha voz, agradece a estes bravos o seu sacrifício supremo aqui em França, como em Angola, em Moçambique, por terra mar e ar, esse sacrifício não foi em vão, dele também se fez a glória de Portugal, a vitória da França e o futuro da Europa”, disse Marcelo, discursando numa cerimónia no cemitério de Richebourg, no norte de França, onde se encontra também António Costa.
Durante o discurso, o Presidente lembrou os sete mil combatentes mortos, feridos ou feitos prisioneiros. “Tudo se passou em menos de oito horas”, sublinhou, acrescentando que Portugal viveu, nesse dia, “o nosso maior luto militar desde Alcácer Quibir no Norte de África, em 1578”.
Marcelo destacou um de entre tantos outros heróis, Augusto Aníbal Milhais, que permaneceu como lenda da nossa memória.
“Ficou conhecido como o 'soldado milhões', foi o único soldado raso a receber até hoje a mais elevada condecoração portuguesa, a ordem militar da torre e espada do valor lealdade e mérito, entregue em pleno campo de batalha por um corajoso chefe militar, futuro Presidente da República, o marechal Manuel Gomes da Costa. Ficou história e lenda com símbolo dos nossos melhores, aqui tombados em 9 de abril de 1918, a lutarem por Portugal, pela sua pátria, pela sua gente, pela sua terra, e à época, pelo seu império", frisou Marcelo.
Dirigindo-se depois em francês a Emmanuel Macron, Marcelo lembrou os portugueses que chegaram ali a uma pátria que desconheciam, pátria essa que, 50 anos mais tarde, recebeu mais de um milhão de portugueses, e que hoje mais de 1 milhão e 600 mil.
O Chefe de Estado vincou ainda a amizade de Portugal com França e com a Europa e os valores progressistas, a paz duradoura, a democracia e o progresso, assinalando a importância de aprender com o passado para que não se repitam os erros do último século, a tragédia do populismo, do racismo e do totalitarismo.
A Batalha de La Lys, recorde-se, decorreu no dia 9 de abril de 1918 e resultou de um intenso ataque alemão contra as forças aliadas, nas quais os portugueses estavam integrados.
O confronto na Batalha de La Lys fez mais de 7.000 baixas portuguesas entre mortos (400), feridos e 6.600 prisioneiros, sendo um dos mais mortíferos da história militar de Portugal.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

DICCIONARIO DE AGRICULTURA Livros. ( 1 )

Decidi que a partir deste mês, irei iniciar, aqui, alternadamente com as outras temáticas, um espaço dedicado a esses instrumentos de cultura e lazer. Tentarei não ser fastidioso, dado que os livros tem  para mim, desde que me conheço, um lugar muito especial no bem estar espiritual que por vezes desfruto. Compartilharei, por isso, com quem tem a amabilidade de me visitar alguns desses " amigos " da minha  biblioteca. Vamos então começar !

Decorriam os anos oitenta, quando, passeando com o meu cão, reparei numa velha e estragada maleta. Resolvi verificar o conteúdo, tendo-se-me deparado meia dúzia de livros em péssimo estado, mas, o mais curioso, foi que todos eles eram do século XIX. Tentei salvá-los pois estavam encharcados pelas chuvas recentes. Consegui recuperar apenas um, que, após trabalhoso restauro, ficou sendo o mais antigo exemplar da minha biblioteca. Com os seus vetustos  212 anos trata-se do:

                                         DICCIONARIO DE AGRICULTURA

Extrahido em grande parte do cours d' agriculture de Rosier, com muitas mudanças principalmente relativas a' theoria, e ao clima de Portugal, e offerecido a Sua Alteza Real
                                               
                                                 O PRINCIPE REGENTE
Nosso Senhor
 por
FRANCISCO SOARES FRANCO
Demonstrador de Anatomia, Operações Chirurgicas, e Arte Obstetricia na Universidade de Coimbra, Oppositor de Medicina, Bacharel Formado em Philosophia, etc.

                                                        COIMBRA

                            NA REAL IMPRENSA DA UNIVERSIDADE
                                                          
                                                              1806
                               
                                 COM LICENÇA DE S. ALTEZA REAL

( ... ) OL Oleo, ou azeite. Huile. Subftancia gorda, unctuofa, e inflammavel, tirada dos diverfos vegetaes, e animaes. Aqui só fallamos dos oleos vegetaes. *

* Extracto da página inicial respeitando a grafia original.






Note:  Se gosta de livros  não deixe de fazer uma visita ao meu espaço exclusivamente ( ou quase ) dedicado a esse fim em CASCAIS_ARTE . Muito grato.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Incêndio de Pedrogão Grande. A causa das coisas...


AS CAUSAS OCULTAS DO MEGA-INCÊNDIO QUE ATINGIU PORTUGAL


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Um naturalista português explica: florestas foram substituídas por eucaliptos; e o campo desumanizou-se em favor da monocultura. Como isso tornou a tragédia inevitável?
Há notícias de incêndios florestais em Portugal desde o século XII, mas não eram devastadores, apesar de nessa altura não termos corporações de bombeiros, nem os meios atuais para os combater. Nessa altura, a nossa floresta natural, que designamos genericamente por carvalhal, era dominada por “folhosas” (árvores de folha caduca), não sempre-verdes e resinosas, como os pinheiros, nem sempre-verdes e ricas em óleos essenciais, como os eucaliptos. Como é do conhecimento geral as resinas e essências são altamente inflamáveis. Por isso, arde mais rápida e facilmente um pinhal ou um eucaliptal do que um carvalhal.
Das causas que mais contribuíram para o derrube da nossa floresta autóctone, foram os descobrimentos e respetiva expansão, pois eram necessários entre dois mil a quatro mil carvalhos para construir uma nau. A frota da “Campanha de Ceuta” foi composta por duzentas a trezentas naus, para a rota do comércio da Índia construíram-se setecentas a oitocentas naus e para a ocupação do Brasil cerca de quinhentas. Portanto, durante essa época, foram derrubados mais de cinco milhões de carvalhos. Mais tarde, a instalação da rede ferroviária, que exigiu enorme quantidade de lenha para as máquinas e travessas de carvalho para assento dos trilhos, e a intensa pecuária também constituíram relevantes contributos para o desaparecimento da nossa floresta natural.

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Na segunda metade do século XIX foram criados os Serviços Florestais, para arborizar as nossas montanhas, praticamente desarborizadas. Deu-se, então, início a uma floresta de produção mono-específica com o pinheiro-bravo. Hoje sabemos que não devíamos ter “pinheirado” desta maneira monótona as nossas montanhas. Mas, em pleno século XX, já com a nossa enorme área de pinhal contínuo, quando havia fogos florestais, eles não tinham as características devastadoras dos atuais. Isto porque as nossas montanhas estavam humanizadas não só pelo pessoal dos Serviços Florestais, como também pelo povo que permanecia na zona do pinhal, pois o pinhal dava-lhe o “mato” para a cama do gado, matéria combustível, madeira e resina.
Desta maneira, os fogos florestais eram debelados logo no início, pois o pessoal florestal e o povo estavam nas proximidades da deflagração do sinistro. Além disso, os Serviços Florestais estavam também apetrechados com maquinaria e tecnologia suficientes para debelarem os fogos florestais e os guardas-florestais, que viviam na floresta, conheciam-na muitíssimo bem. Havia incêndios, mas nunca tão devastadores e catastróficos como os atuais.
A desumanização das nossas montanhas teve várias causas. Uma, foi a maneira como se deixou eucaliptar o país. Repetimos o que já tínhamos feito com o pinheiro, mas com a gravidade de agora todos saberem que isso não se devia fazer. Como já dissemos, os eucaliptais, tal como os pinhais (resinosos), também ardem melhor que as florestas de folhosas, por produzirem essências.
Com o eucaliptal contínuo contribuiu-se estrondosamente para a desumanização das nossas montanhas. Com o pinhal, a população rural estava lá, para colher a resina, para cortar o mato, para apanhar as pinhas e lenha e para cortar um pinheiro. Como os eucaliptos servem quase exclusivamente para a indústria de celulose e como só dá cortes de dez em dez anos, a população não fica no monte durante dez anos a olhar para uma árvore à espera que ela cresça: vem-se embora e vai lá só de dez em dez anos para o corte.
Além do grande contributo que o eucaliptal deu para a desumanização do nosso meio rural, houve ainda mais fatores que contribuíram para isso.

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Um, foi o delapidar dos Serviços Florestais pelos sucessivos governos, desde 1975. Diminuíram drasticamente o número de guardas-florestais e de técnicos florestais, degradando, simultaneamente, não só o patrimônio construído (abandono das casas florestais da montanha, com milhões de euros de prejuízo), como também o patrimônio tecnológico desses serviços, que deixou de ser funcional. Assim, além do povo, as nossas montanhas deixarem de ter guardas e técnicos florestais, que com a sua tecnologia e experiência ajudavam a apagar, de imediato, os incêndios no seu início, pois conheciam muitíssimo bem a floresta e a montanha.

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Não é com voluntários que se combatem adequadamente incêndios florestais. Tenho muita consideração por todo o voluntário, mas os profissionais têm de estar sempre presentes em qualquer agremiação voluntária. Não se deve escamotear a verdade. Não me recordo de mortes de guardas e técnicos florestais em incêndios florestais. Este ano já morreram vários bombeiros voluntários e arderam várias viaturas de voluntários. Infelizmente, isto são fatos e não mentiras.
Finalmente, outro fator que contribuiu para a desumanização rural foi a drástica mudança nos processos de agricultura e melhores condições de vida. Antigamente, a charrua era puxada por animais. Esses animais, no inverno, ficando nas cortes por baixo das moradias, ajudavam a aquecer as casas.
Por outro lado, era necessário roçar o mato dos pinhais para a cama do gado, apanhar pinhas e lenha para combustível, mantendo-se os pinhais mais limpos de material incandescente. Os animais foram substituídos pelos tratores ou outros veículos e as moradias passaram a ser aquecidas com gás ou eletricidade. Além disso a resina deixou de ser rentável e o resineiro, uma presença florestal vigilante e dissuasora, quase desapareceu. Nas matas nacionais, também passou a haver acumulação de material lenhoso inflamável, por falta de capacidade pessoal, técnica e econômica dos Serviços Florestais.
O resultado de tudo isto não foi apenas a desumanização, foi também a acumulação de material lenhoso altamente inflamável (resinoso ou com essências) nas florestas de produção (pinhais e eucaliptais), que foram plantadas, praticamente, sem regra. Assim, não só se tornou mais fácil a deflagração de um incêndio, como também se propaga muito mais velozmente pela acumulação de material inflamável e pela falta de vigilância humana próxima, que era feita pelos Serviços Florestais e pela população rural.
Como toda a gente sabe, os incêndios florestais no nosso país são praticamente todos resultantes de ações humanas, por descuido, vingança, piromania e, valha a verdade, por interesses inconfessáveis. Considero que os noticiários das televisões, com as figuras dos locutores tendo como “pano de fundo” imagens dos incêndios durante todo o noticiário, incentiva os pirômanos. É de todos conhecida a “estranheza” da maioria dos incêndios se iniciarem durante a noite e quase simultaneamente em vários locais. Toda a gente sabe que, quando se noticia um suicídio, não se devem mostrar imagens, pois estas constituem um fator precipitador de suicídios em doentes mentais com tendência suicida.

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Além de terem acabado com os Serviços Florestais, “obrigaram” o povo a abandonar os montes por estarem eucaliptados. Correia da Cunha bem demonstrou que Portugal estava a ficar demograficamente desequilibrado, mas os políticos não o quiseram ouvir (aliás, não convinha). Já que não querem humanizar minimamente as montanhas com vigias durante o Verão, ao menos façam a ordenamento do território.
Ribeiro Telles e tantos outros bem têm alertado para esta urgência, mas, igualmente, os governantes nada têm feito. Arranjam sempre desculpas de vária ordem, quando a única razão para que isso ainda não tenha sido feito é não só porque dá imenso trabalho, como também porque daria muitos problemas com os proprietários rurais. Além disso, os resultados de um trabalho desses não são imediatos, o que é mau para “angariação” de votos nas eleições seguintes.
Enquanto não se reorganizarem convenientemente (com profissionais e tecnologia adequada) os Serviços Florestais e não se efetuar o devido ordenamento do território, vamos continuar a ter “piroverões”, noticiados de modo inqualificável pelas televisões, por continuarmos a ter governantes incapazes, que não estão para ter trabalho e aborrecimentos.
Assim, a consequência final será realmente a desertificação, com as nossas montanhas cobertas de rocha nua, pois sem vegetação o solo é completamente arrastado pelas águas pluviais.
JORGE PAIVA ” PÚBLICO” ( PORTUGAL) / PUBLICADO NO BRASIL ” JORNAL GGN”

* Publicado originalmente no jornal Público, em 2013, este texto foi reproduzido pela revista digital Buala em 18/6/2017.
Nascido em 1933, em Angola, Jorge Paiva Jorge Paiva é licenciado em Biologia e doutorado em Recursos Naturais e Meio Ambiente. Foi investigador principal (hoje aposentado) na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra; foi também professor convidado na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, e nas Universidades de Aveiro, da Madeira, Vasco da Gama (Coimbra) e Vigo (Espanha). Sua atividade científica e em defesa do meio ambiente foi já distinguida com vários prémios. Publicou trabalhos sobre filotaxonomia, palinologia, biodiversidade e ambiente. Apresentou variadas comunicações e proferiu diversas conferências em congressos e ações pedagógicas.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Cervo no interior de uma serpente. One of South Florida's Burmese python most notorious invasive species.

For Burmese pythons — one of South Florida's most notorious invasive species — few meals are too big, but new research by scientists in Collier County suggests the snake might be snacking above its weight class. 
While tracking pythons in Collier Seminole State Park, a group of wildlife biologists from the Conservancy of Southwest Florida and land managers from the state park stumbled on an unsettling discovery: an 11-foot Burmese python that had devoured a white-tailed deer fawn weighing more than the snake.
The 2015 finding, which has since been peer-reviewed and is set to be published in the Herpetological Review this month, is believed to be the largest python-to-prey ratio documented to date, with the snake weighing 31.5 pounds and the deer 35 pounds, said Ian Bartoszek, wildlife biologist and science coordinator for the conservancy.
"It almost did not compute," he said during an announcement of the findings in the conservancy's snake laboratory Thursday.
"We were sitting there just trying to process that an animal this size could get its head around what turned out to be a deer. It's surreal to see that in the field."




When the researchers moved the snake out of the wild into an open area that day, the stressed python began to regurgitate the deer, Bartoszek said.
But had the snake's meal been uninterrupted, the python would have eventually fully digested the fawn, which was less than 6 months old, he said. The python was later humanely euthanized.
Burmese pythons, which came to South Florida via the pet trade beginning in the late 1970s and were eventually accidentally or intentionally released into the wild, have had the delicate local ecosystem in a chokehold for years.
But the conservancy's recent discovery could spell more bad news for Florida's already endangered panther population, Bartoszek said.
"White-tailed deer are the primary prey for our state and federally protected Florida panther," he said. "That's panther food."
With Burmese pythons capable of reaching near 20 feet in length, finding a relatively small specimen successfully devouring a fawn heavier than the snake was "jaw-dropping," Bartoszek said.
"It showed my team and myself what we were actually dealing with out there, what this python is capable of," he said.
To be sure, Bartoszek said, the pythons, which are apex predators, have been known to swallow large animals, including alligators. What stunned the scientists was the predator-to-prey size ratio, he said.
"We know that they'll take adult deer now and then," Bartoszek said. "If they're tapping into young deer, then that just makes me a little bit worried that there will be additional impacts that we haven't even considered yet."




Florida Fish and Wildlife Conservation Commission officials don't keep records of python predator-to-prey size ratios, said Carli Segelson, a spokeswoman for the agency's division of habitat and species conservation.
"Pythons pose a concern for all native wildlife in Florida," she wrote in an email. "Although infrequent, pythons are known to occasionally take a fawn or small deer, and this has been well documented previously. However, pythons are not believed to be a significant predator of deer."
However, Segelson said, researchers are continuing to learn more about deer ecology in South Florida through a yearslong effort known as the South Florida Deer Research Project.
The study, which launched in 2014 and is one of the largest white-tailed deer research projects ever conducted in the state, examines sources of mortality, survival, fawn recruitment and deer densities. It includes researchers and managers from multiple agencies and is set to run through the end of this year.

Burmese pythons are taking over the historic Everglades. Hunts are held regularly, but the number of snakes removed is not on pace with the rate at which the snakes are spreading. They compete with and prey on native species. Wochit
The conservancy's python program, which launched about five years ago and is funded by private donors and the Naples Zoo, has researchers radio-tag pythons and follow them to other snakes during breeding season to remove them from the wild.
As of last month, the conservancy's team has removed hundreds of adult Burmese pythons in Southwest Florida with a combined weight of more than 10,000 pounds.
Parallel to the conservancy's efforts, the South Florida Water Management District launched a python elimination program last year, sending python hunters into district-owned lands in Miami-Dade, Broward and Collier counties to track down the snakes and remove them. 
The hunters are paid by the hour and can receive additional bonuses depending on the size of the snakes they capture.



This week a hunter in Collier dispatched a 5½-foot-long snake, the 900th python removed since the program began a year ago, the Water Management District reported Thursday.
Bartoszek, who emphasized the importance of Florida's 15 native snake species, said fully eradicating Burmese pythons is unlikely. The hope, he said, is to bring the python population under localized control.
In the future, removal techniques could involve developing pheromones that could help attract the snakes in the wild, Bartoszek said.
"I think that's a promising field, and others are working on it in labs right now. We're assisting them," he said. "We need to use this animal's biology against them."

Ciervo de 15 kilos no interior de uma serpente

Ciervo de 15 kilos en el interior de una serpiente
A Pitón Birmanica é uma grande ameaça para os animais da Florida e é uma espécie invasora .Estudos recentes demonstram que podem chegar a ingerir um animal de um peso maior que o seu.
Enquanto procuravam pitóns no Parque Estatal Collier Seminole, um grupo de biólogos que trabalham em temas relacionados com a conservação a sul da Florida e gestão dos terrenos fizeram um surpreendente achado: viram que uma pitón birmanica de quase 3,5 metros tinha devorado uma cria de cervo que pesava mais que o réptil.
Esta descoberta leva a supor aquilo que se converteu no maior ratio entre o peso do predador e a sua presa, até à data.

A serpente pesava aproximadamente 14 kilos e o cervo 15, como explicou Ian Bartoszek, coordenador da equipa de investigadores. o cientista qualificou o achado como « surrealista ». " Esta descoberta mostrou-nos  aquilo que é capaz de fazer este animal " declarou o chefe da equipa. *

* Tradução de " pintorlopes " sendo um breve resumo do articulado. As minhas desculpas pelas falhas e, ou, omissões.
Anexo sob estas linhas duas fotos que obtive na blogosfera para melhor entender-mos do que estamos a falar.

Cervo

Cervo e cria



terça-feira, 27 de março de 2018

Sobreiro Assobiador. Árvore europeia 2018.

O sobreiro assobiador, árvore com mais de 200 anos que vive no concelho de Palmela, reuniu mais de 26.600 votos e venceu o concurso europeu, ficando à frente de árvores espanholas e russas.

O vencedor do concurso deste ano, da espécie Quercus suber, foi anunciado  em Bruxelas. O sobreiro na aldeia de Águas de Moura (Palmela) ficou em primeiro lugar, com 26.606 votos. Em segundo ficaram os “ulmeiros ancestrais” de Cabeza Buey, em Espanha, com 22.323 votos. O terceiro lugar foi para o “ancião das florestas de Belgorod”, um carvalho da Federação Russa, com 21.884 votos.
Chamam-lhe sobreiro assobiador “devido ao som produzido quando as muitas aves que pousam na sua copa enorme começam a cantar, o que acontece em especial ao final da tarde”, explicou em Fevereiro à Wilder Nuno Calado, secretário-geral da UNAC-União para a Floresta Mediterrânica, organizadora da participação portuguesa neste concurso.
As pessoas da aldeia de Águas de Moura chamam-lhe também ‘casamenteiro’, pois dizem que dá sorte a quem se casar à sua sombra. Uma sombra que tem um grande alcance, uma vez que a copa tem quase 30 metros de diâmetro e a árvore mede mais de 16 metros, o equivalente a um terceiro andar.


Hoje com uma idade de 235 anos, a árvore foi plantada em 1783, quando D. Maria I reinava em Portugal e tinham passado menos de 30 anos desde o grande sismo. Mas foi só em 1820 que o sobreiro assobiador forneceu cortiça pela primeira vez, o que acontece de nove em nove anos.
Desde então, já foi descortiçado mais de 20 vezes. A última aconteceu em 2009, quando o resultado foram 825 quilos de cortiça ‘crua’, suficiente para as rolhas de 100.000 garrafas, indica o Guiness Book of Records. Em média, um sobreiro produz cortiça suficiente para cerca de 4.000 garrafas.
Nuno Calado recebeu hoje o prémio, em nome do sobreiro, um troféu em madeira que passa de vencedor para vencedor todos os anos. “Estamos extremamente felizes por levar o reconhecimento da Árvore Europeia do Ano para Portugal”, disse Nuno Calado. “Esta é a primeira vez que Portugal participa no concurso. Além disso, este foi um ano difícil para nós. Este sobreiro representa uma enorme contribuição para os serviços dos ecossistemas, para combater as alterações climáticas e para a economia portuguesa”, acrescentou.
O objectivo da Árvore Europeia do Ano é “destacar a importância das árvores antigas na herança cultural e natural”, explica o site da iniciativa, promovido pela Environmental Partnership Association desde 2011. “Ao contrário de outros concursos, a Árvore Europeia do Ano não se foca na beleza, no tamanho ou na idade da árvore, mas sim na sua história e conexões com a as pessoas. Procuramos árvores que se tornaram parte de uma comunidade maior.”
“Escolhemos o sobreiro por ser um símbolo nacional. Dentro desta espécie, teria de ser o ‘sobreiro assobiador’, uma vez que é emblemático”, explicou Nuno Calado. O secretário-geral da UNAC lembrou ainda que a espécie Quercus suber é “uma árvore estrutural para os produtores” desta organização, que representa organizações de produtores florestais dos concelhos a sul do rio Tejo. *

Notícia obtida na blogosfera.
Os sublinhados a negrito são de minha autoria.